
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Resposta da Editora Log On

Musical Austentatious

Abaixo, o elenco da peça:

domingo, 7 de fevereiro de 2010
Ebooks de Jane Austen de graça na Biblioteca Britânica

Colin Firth: um homem de razão e sensibilidade

Para ler o original na íntegra, basta clicar aqui.
Jane Austen Festival Australia

sábado, 6 de fevereiro de 2010
Esgotada a edição nacional de Orgulho e Preconceito

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Colin Firth em Bridget Jones 3

Em julho passado, foi anunciado o desenvolvimento de um terceiro filme sobre Bridget Jones, personagem interpretada pela atriz Renée Zellweger nos filmes O Diário de Bridget Jones (2001) e Bridget Jones - No Limite da Razão (2004). Desde então foram divulgadas poucas notícias e foram feitas muitas especulações a respeito.
Nesta quinta-feira (4/2), o ator britânico Colin Firth (que interpretou o namorado de Bridget, Mark Darcy, nos dois filmes sobre a personagem ) participou do programa da BBC Radio 4, Arte, Cultura e Media Show, no qual se mostrou aberto para falar sobre a nova franquia. “Eu acho que pode ser muito interessante, porque Helen (Fielding) é uma escritora interessante”, disse.
A escritora Helen Fielding manteve sua coluna sobre a personagem no jornal The Independent, além dos dois romances já publicados. Bridget Jones 3 mostrará o desejo da atrapalhada jornalista em ter filhos. Mark Darcy e Daniel Cleaver ainda estarão na vida de Bridget.
Colin Firth disse que acha legal um longa sobre o triângulo amoroso em idade mais avançada. “Pode ser muito divertido. Nós estaríamos fazendo uma comédia, depois de tudo."
Firth esteve no programa para falar sobre sua indicação ao Oscar de Melhor Ator, pelo personagem gay George Falconer, em O Direito de Amar, que tem estreia prevista para dia 26 deste mês.
A Batalha por Jane Austen
A Batalha por Jane Austen
Grande romancista, precursora da chick-lit, vampira. Queira a verdadeira senhorita Austen se levantar, por favor?
“Os romances de Jane Austen/São aqueles em que nos perdemos”, escreveu G.K. Chesterton, e milhões de leitores fizeram exatamente isso. Desde 1995, em particular, quando a adaptação da BBC de Orgulho e Preconceito, estrelada por Colin Firth, conquistou inúmeros corações femininos, Austen e sua (agora) mais famosa criação, Mr. Darcy, tornaram-se o critério de uma certa tendência do desejo feminino contemporâneo. O ano seguinte trouxe O Diário de Bridget Jones, de Helen Fielding, que se inspirou no enredo e no sobrenome do herói de Orgulho e Preconceito, e apenas concretizou a ideia na mente do público: Jane Austen é a avó da chick-lit.
Embora não tenha inventado a comédia romântica (Muito Barulho por Nada de Shakespeare, clara inspiração de Orgulho e Preconceito, pode reivindicar esta honra), Austen, por certo, concebeu e aperfeiçoou o estilo em sua forma moderna. Ninguém nunca superou Orgulho e Preconceito, e não foi por falta de tentativa. No entanto, o empreendimento literário pode explicar a loucura em torno de Austen. Muitos livros ditos “clássicos” podem ser “amados”, mas Austen é canônica nos dois sentidos da palavra ao mesmo tempo. Quem mais entre os grandes romancistas de todos os tempos inspiraram tantas fan fictions? Quais fan fictions de outros autores são amplamente publicadas?
O site The Republic of Pemberley lista cerca de 60 “sequências e continuações” somente de Orgulho e Preconceito. As outras cinco grandes obras de Jane Austen também têm os seus derivados, mas nenhuma como Orgulho e Preconceito. A lista nem sequer inclui Pride and Prejudice and Zombies, um surpreendente bestseller lançado ano passado e o primeiro de uma série sem fim de misturebas de clássicos. Também não inclui a ficção em que a própria Austen é uma personagem, como a série de mistérios de Stephanie Barron, onde a escritora é uma detetive. Ou a recentemente publicada Jane Bites Back, onde Austen é uma vampira que sobrevive até os dias de hoje como uma livreira de meia-idade em Nova York, zangada por ter virado um produto de massa. E há ainda o subgênero chick-lit, que falam de mulheres contemporâneas que tentam se conformar com a escassez de Darcys (Austenland, Me and Mr. Darcy). Podemos amar nos perder nos romances de Jane Austen, mas seria melhor se, a essa altura, eles não tivessem se perdido em nós.
Ler o livro A Truth Universally Acknowledged: 33 Great Writers on Why We Read Jane Austen, apenas aumenta o mistério em torno deste fenômeno. Nos vários ensaios desta coleção, muitos publicados ao longo do século passado, podemos perceber que ser “ligeiramente imbecil por Jane Austen” é uma condição anterior não somente à adaptação de Orgulho e Preconceito da BBC, mas à própria televisão. O romancista E.M. Forster descreveu a si mesmo usando este epíteto em 1936, embora ele provavelmente não tenha ido tão longe a ponto de ir a um lugar onde pessoas podem simular a vida na Inglaterra no período da Regência, como a heroína de Austenland.
A Truth Universally Acknowledged (editado por Susannah Carson) lembra-nos de que antes da paixão em torno de Colin Firth vestindo uma camiseta molhada, Austen era admirada por muitas pessoas – inclusive homens! – que consideravam o mérito literário algo realmente muito sério. Martin Amis, pergunta-se “por que o leitor anseia impotente com tanto fervor pelo casamento de Elizabeth Bennet e Mr. Darcy?” (Bem, talvez Amis devesse perguntar como uma romancista faz para que os leitores se importem pelo destino de seus personagens; ele poderia aprender alguma coisa). Lionel Trilling conta o seu espanto quando 150 estudantes disputaram trinta vagas em um seminário sobre Austen, que ministrou em 1973, e a “histérica urgência moral” com a qual suplicaram para entrar no de C.S. Lewis, que nunca considerou a seriedade incompatível com a boa leitura, apesar de ter escrito em louvor da “dureza” do rigor moral de Austen.
Ao lado desses sóbrios cavalheiros, estão as “Janeites”, as entusiastas, que Henry James acusou de transformarem Jane Austen na “querida Jane de todo mundo”, que certamente se encaixa na caracterização de Jane Austen em Jane Bites Back, de Michael Thomas Ford. Apesar de ser um blockbuster de 200 anos, a Jane de Ford não possui a ironia impiedosa que a verdadeira Austen colocava em seus romances ou nas cartas que escrevia para a sua amada irmã Cassandra. Em vez disso, a atual Jane Austen é totalmente banal e “narrativa”, chegando em casa depois de um dia na loja, se vestindo com seu robe felpudo, portando um livro, uma barra de chocolate e uma taça de merlot. Ela tem até um gato. Quando um pretendente abre a porta para ela, “ela não para de pensar o quão elegante ele é. Um verdadeiro cavalheiro”. É difícil acreditar que com imortalidade e dois séculos de experiência a autora de Emma tenha se reduzido a uma pessoa antiquada e sem vida. Pior, a Jane de Ford trabalha em um romance não publicado; trechos capengas – cheios do tipo de melodrama ofegante que Austen parodiou em A Abadia de Northanger – abrem cada capítulo.
Críticos tem investido contra “a quantidade de adulação acolhedora e familiar”, expressa através de diversos jardins e Janeites bebedoras de chá, desde que Marvin Mudrick publicou Jane Austen: Irony as Defense and Discovery, em 1952. Ironia (a verdadeira, não a de Alanis Morissette) era o estilo predominante em Jane Austen, como Mudrick chamou atenção, e isso não somente fez dela “inumanamente fria e penetrante”, mas também a posicionou contra “todas as ilusões intrínsecas à arte e à sociedade convencionais”. Estes foram os varonis anos 50 falando; nos anos 2000, Austen tornou-se na mentalidade popular, uma saudosa lembrança de todos os prazeres cavalheirescos de uma ordem social perdida – uma sociedade que teria levado a Janeite contemporânea a uma insurreição se tivesse que viver nela.
Como o espelho de Dumbledore, a ficção de Austen parece ter a habilidade de mostrar aquilo que seus leitores querem ver. Austen é a avó da chick-lit, mesmo que esse fato venha aborrecer seus admiradores intelectuais. Mas ela não é apenas isso, e para se convencer de que seus romances falam apenas sobre ser cortejada por homens ricos e bonitos versados em etiquetas de bailes, é preciso ser tão tola e frívola quanto a irmã mais nova de Elizabeth Bennet, Lydia. O que a chick-lit sempre tenta fazer com Austen é subtrair a realidade social e econômica de sua ficção (ignorando as mortificações pelas quais suas heroínas passam), mas há ainda uma outra categoria de Janeite que não quer subtrair nada. Ao contrário, elas preferem adicionar.
O recentemente publicado Pride/Prejudice, de Ann Herendeen pressupõe que antes de Elizabeth e Darcy se unirem cada um tinha um parceiro sexual do mesmo sexo: Elizabeth com Charlotte Lucas e Darcy com Mr. Bingley. Supostamente isso explica o motivo de ambos serem contra os casamentos de seus amigos, mesmo que o romance de Austen proporcione razões perfeitamente adequadas, embora bem menos excitantes. Alguns leitores podem ficar desapontados ao verem os encontros amorosos de Lizzy e Charlotte serem mencionados somente de passagem, enquanto que as brincadeiras no quarto entre Darcy e Bingley e alguns outros amigos (ele faz parte de um clube de cavalheiros em Londres – um clube muito, muito perverso de cavalheiros) são descritos com detalhes consideráveis. O título do livro – “slash” [“barra”] é um termo para a fan fiction que trata de pares românticos masculinos que são ostensivamente heterossexuais no original canônico – diz tudo. Nas primeiras páginas, Bingley sussurra maliciosamente para Darcy: “beije-me de novo, seu bruto”.
Apesar desses lapsos, Herendeen faz um trabalho melhor do que a maioria dos que se aproximam mais do estilo de Austen, sem imitá-la, e quando Darcy e Elizabeth finalmente se casam, ela nos dá a noite de núpcias que tem sido provavelmente a maior entre todas as outras fantasias de uma Janeite. Até mesmo Amis expressou o desejo de “uma cena de sexo de 20 páginas envolvendo os dois protagonistas e, além disso, com Mr. Darcy tendo um desempenho fora do comum.” (Vinte páginas - sério? Você é mais forte do que eu, Mr. Amis.) Devo confessar que nunca senti falta dessa cena, então não posso dizer se a versão de Herendeen corresponde às expectativas, mas isso requer muita conversa.
Para o tipo de fã que escreve Pride/Prejudice ou Darcy & Elizabeth: Nights and Days at Pemberley ou Mr. Darcy’s Diary ou, no que diz respeito ao assunto, Mr. Darcy, Vampyre (há, de fato, duas séries diferentes envolvendo um Darcy morto-vivo) não há Jane Austen o suficiente, e produzir em larga escala sequências e obras auxiliares é a única resposta para o insaciável desejo por mais. Visto que a maioria desses fãs tem dificuldade em identificar os elementos da obra de Austen que não remetem à realização do desejo romântico e ao fantástico requinte, você poderia imaginar que eles ficariam facilmente satisfeitos com imitações, mas não parece ser o caso; nenhum desses livros foi recebido com grande aclamação. Quantas vezes, quando conseguimos aquilo que pensamos que queremos, ficamos profundamente desapontados? Talvez o segredo do carisma de Austen seja esse, como em um flerte concretizado, ela sabe agradar os desejos mais profundos de seus leitores: seus romances não são passionais como as Janeites desejam, mas também sua moralidade não é “fria e penetrante” como os especialistas austeros retratam.
Finalmente, o mais surpreendente e bem sucedido derivado de Jane Austen, Pride and Prejudice and Zombies, constitui uma categoria especial, visto que não é nem uma sequência nem uma tentativa de imaginar o que ocorre fora da ação dos romances canônicos. Em vez disso, é simplesmente Orgulho e Preconceito (texto que já está em domínio público) com a inserção ocasional de cenas de filmes de terror de acampamento. É uma piada divertida. De acordo com as informações de um livreiro conhecido, a maioria das pessoas que compram o livro não tem a intenção de lê-lo, apenas acham a capa engraçada ou querem dar um presente divertido. (Uma informação adicional: Sense and Sensibility and Sea Monsters não está vendendo muito bem, o que confirma a minha teoria).
Não ficaria surpresa, no entanto, se o editor de Pride and Prejudice and Zombies não tivesse inadivertidamente encontrado o único verdadeiro antídoto para a nova reputação de Austen como progenitora da chick-lit e, por essa razão, um gosto estritamente feminino. No universo da cultura pop, zumbis geralmente são coisa de homem – eles existem, em primeiro lugar, para matar indiscriminadamente e sem remorso nos vídeo games. Entretenimento baseado em zumbis torna-se mais facilmente um sucesso instantâneo do que a ficção com qualidade Austen, e os verdadeiros aficionados por zumbis tem muitas, muitas outras opções para escolher quando estão em busca de satisfazer o seu desejo por carnificina e sangue coagulado. Pride and Prejudice and Zombies, em suma, não tem muito a oferecer a ninguém que esteja seriamente interessado em zumbis, porque boa parte do livro continua a consistir nos sofrimentos de amor das irmãs Bennet.
No entanto, você pode ler Pride and Prejudice and Zombies fingindo que está lendo por causa dos zumbis ou das gargalhadas, enquanto secretamente saboreia a sublime comédia romântica de Austen. Ao menos foi assim que eu li – não, quero dizer, sem pretensão nenhuma, mas enquanto prosseguia, via-me gradualmente lendo às pressas as interjeições de horror e combate para poder voltar para a verdadeira história. Como não sou uma Janeite, não tenho planos de reler o romance, então foi como encontrar inesperadamente uma velha amiga esquecida, somente para relembrar o quão encantadora ela é, e para perguntar a mim mesma como pude esquecê-la. A grande vantagem, a arma secreta de Pride and Prejudice and Zombies é que quando você se cansa das decapitações e das artes marciais e do sangue e das tripas, você percebe que ainda é Orgulho e Preconceito. E você sabe que não pode ser ruim.
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
O Clube de Leitura de Jane Austen em Blu-Ray

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
CD Jane Austen's Songbook
O CD Jane Austen’s Songbook é um disco que reúne canções encontradas nos cadernos de música de Jane Austen. Segundo as informações que estão no encarte do disco, dois dos cadernos (são oito ao todo) foram copiados à mão pela própria escritora: um de peças para piano solo e outro de música vocal, sendo que este último encontra-se gravado na íntegra no referido CD. Lançado em 2004 pela Albany Records, as músicas são executadas por Julianne Baird (soprano), Laura Heimes (soprano) Anthony Boutté (tenor), Karen Flint (piano), Martin Davids (violino barroco) e Colin St. Martin (flauta barroca).
Segundo Caroline Austen, sobrinha de Jane, sua tia tocava de maneira "muito nítida e correta". Seu outro sobrinho, James Edward, ressaltava que Jane possuía uma voz doce e que gostava de cantar e tocar "canções antigas e simples". Tais canções falavam sobre romances de marinheiros, vida no campo, amor, Revolução Francesa, entre outros temas. É interessante observar que muitas dessas músicas copiadas por Jane são tocadas nas adaptações das obras da escritora para a TV e para o cinema. Como exemplo mais recente, temos a canção “The Irishman”, usada na série Emma (BBC, 2009), mais precisamente no final do segundo episódio, onde Jane Fairfax canta e toca piano na festa na casa dos Coles (a canção começa em 2:32):
Há outros discos com gravações das músicas contidas nos cadernos de Jane Austen mas, dos que pude ouvir, esse é o mais interessante devido a qualidade dos intérpretes e da gravação. Para quem quiser ouvir um trecho das músicas, basta acessar a página da Amazon.
domingo, 31 de janeiro de 2010
Vídeos da exposição no Morgan Library (PBS)
sábado, 30 de janeiro de 2010
Austen no Modern Library & Museum
Retrato de Mrs. Q, pintado pelo poeta inglês William Blake (1757-1827). Quando Jane Austen viu o retrato em Londres, disse que era exatamente assim que imaginava Jane, a irmã de Elizabeth Bennet em Orgulho e Preconceito
Carta de Jane para sua irmã Cassandra, datada de 2 de junho de 1799
Carta de Jane para Cassandra, em 2 de junho de 1799
Escrita pela própria Jane Austen em 1817, a lista acima mostra os lucros obtidos através de seus romances
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Austen na série Bloom’s Modern Critical Interpretations
A coleção Bloom’s Modern Critical Interpretations, editada pelo crítico norte-americano Harold Bloom, é uma série com mais de cem volumes que reúne artigos de crítica literária onde são abordadas as grandes obras da literatura ocidental, indo desde a Ilíada, Édipo Rei, Beowulf, Hamlet, Dom Quixote, passando por David Copperfield, Drácula, A Balada do Velho Marinheiro, e chegando a obras contemporâneas como Som e Fúria, O Apanhador no Campo de Centeio, O Senhor dos Anéis, On the Road, e várias outras. Dentro dessa enorme variedade, foi reservado espaço para três obras de Jane Austen: Orgulho e Preconceito, Emma e Persuasão, cada um com uma introdução escrita pelo próprio Harold Bloom e com artigos que abordam diferentes aspectos de cada obra.

Anne Elliot e Rosalinda
O volume que tenho em mãos é o de Persuasão. O texto da introdução contida neste volume foi publicado originalmente no livro O Cânone Ocidental, lançado no Brasil pela editora Objetiva. Nela, destaco a comparação que Bloom faz entre a personagem Anne Elliot de Jane Austen, com a personagem Rosalinda, da peça Como Gostais, de Shakespeare:
“Anne Elliot é para a obra de Austen o que Rosalinda de Como Gostais é para a de Shakespeare: o personagem quase alcança a mestria de perspectiva que apenas a romancista ou o dramaturgo têm acesso, para que toda qualidade dramática do romance ou da peça não seja perdida”.
E complementa:
“(...) até mais do que Hamlet ou Falstaff, que Elizabeth Bennet, ou do que Fanny Price em Mansfield Park, Rosalinda e Anne Elliot possuem praticamente o equilíbrio completo, quase capazes de enxergar tudo o que acontece em torno da peça e do romance (...)”
Abaixo, seguem os títulos e os respectivos autores dos artigos presentes no livro:
Anne Elliot, Cuja Palavra Não Tinha Muito Valor, por Stuart M. Tave
Persuasão: formas de alienação, por A. Walton Litz
O Dote de Anne Elliot: Reflexões sobre o Final de Persuasão, por Gene W. Ruoff
O Pessimismo Radical de Persuasão, por Julia Prewitt Brown
A Natureza do Caráter em Persuasão, por Susan Morgan
No Meio: Persuasão, por Tony Tanner
Persuasão: “O Tom Anti-Feudal dos Dias Atuais”, por Claudia L. Johnson
Persuasão: A Patologia do Dia-a-Dia, por John Wiltshire
Perdido em um Livro: Persuasão de Jane Austen, por Adela Pinch
Sátira, sensibilidade e inovação em Jane Austen: Persuasão e as obras menores, por Claude Rawson.
Os livros podem ser adquiridos no site da Amazon.
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Jane Austen House Slideshow

Abaixo, selecionei algumas imagens presentes no slideshow, que pode ser visto aqui:
Quem entra na casa de Jane Austen, a primeira coisa que vê é esta sala com mobília original e uma piano similar ao seu.segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Henry Rice: Historiador de Jane Austen
Abaixo, segue a tradução que fiz do artigo. Para ler o original, basta clicar aqui.
Henry Rice: Historiador de Jane Austen
Henry Rice, descendente direto do irmão de Jane Austen, Edward, era um historiador incansável da família. Suas pesquisas eram altamente produtivas, mas também lhe acarretaram muitas controvérsias que remetem há muitos anos. Em 1973, ele herdou um retrato a óleo de corpo inteiro, que durante muito tempo acreditou-se ser o retrato de Jane Austen na adolescência. Mas se a imagem trata-se realmente da romancista, o assunto ainda é discutido até hoje.
Rice não se aprofundou na controvérsia e durante 35 anos de sua vida dedicou-se a provar a autenticidade do quadro que, se for comprovado, será a única pintura a óleo da escritora.
Filho de Edward e Marcella Rice de Dane Court, próxima a Broadstairs, Kent, Henry John Bernard Rice foi educado nas redondezas, na St. Peter’s Court School, depois em Eton e no Trinity College, Cambridge. Desqualificado para o serviço militar, a princípio se juntou ao banqueiro Morgan Grenfell e depois ao International Harvester, o gigante industrial criado por J.P. Morgan. Sua carreira como fazendeiro começou em 1957 quando assumiu uma das fazendas da família em Everden, próximo a Dover, e quatro anos depois mudou-se para Swanton Farm, Dover, que somava 1000 dos 3500 acres do arrendamento da família.
Em 1973, depois da morte de seu pai, mudou-se para Dane Court, onde a família viveu por mais de 150 anos e onde o famoso “Retrato Rice” pairou sobre a lareira da sala de visitas por longos anos. A família de Rice, que acredita que a pintura data de 1789, tomou posse do retrato em 1883; originalmente o mesmo pertencia ao Coronel Thomas Austen, primo de Jane Austen.
Henry Rice teve uma carreira de sucesso como fazendeiro, tornando-se uma figura proeminente e inovadora na National Farmer’s Union. Depois de uma visita à Holanda, tornou-se um dos primeiros fazendeiros britânicos a cultivar o pântano de sal como terra produtiva. As suas plantações de aspargo e cenoura eram cultivadas sem colocar em risco a integridade do pântano. Ele também fundou a East Kent Cereal Growers, uma das primeiras cooperativas de fazendas da Grã Bretanha.
Em 1975, Rice vendeu a propriedade da família e se mudou para Guernsei, com tempo de sobra para se aprofundar na história da família antes de retornar à Inglaterra em 1983.

No que diz respeito ao retrato, foi um período difícil. Em 1932, a National Portrait Gallery ficou suficientemente impressionada pela origem do retrato Austen-Rice, sendo que o diretor Sir Henry Hake, encorajado por outro ramo da família, tentou comprar a pintura do avô de Rice, Henry E.H. Rice, que optou, no entanto, por manter o retrato com a família. Mas depois da guerra, opiniões divergentes começaram a surgir, começando em 1948, com a declaração de R.W. Chapman de que “não poderia ser Jane Austen” na pintura, porque o estilo das roupas da adolescente remetiam a “meados de 1805 (quando Jane tinha 30 anos) ou mais”. Como principal especialista da época, Chapman prendeu a atenção do publico. Outras dúvidas surgiram quanto ao estilo do penteado, que parecia pertencer a uma época mais antiga, e se era a Jane Austen escritora ou meramente outra garota com o mesmo nome, e em 1973 o comitê da Jane Austen Society, mostrando embaraço diante da família, fez uso do informativo anual da sociedade para dar apoio a Chapman, acrescentando que a garota na pintura poderia muito bem ser uma prima de Jane Austen com o mesmo nome. Apenas no informativo anual da sociedade em 1974 essa ideia foi refutada.
Então, para o prejuízo considerável de Henry Rice, tanto emocional como financeiro, teve início o longo e turbulento processo de defesa da integridade do retrato, um caminho cheio de afirmações e contra-afirmações. Originalmente chamado de “o Retrato Zoffany”, após minucioso exame e a descoberta de seu monograma, o retrato foi atribuído novamente a Ozias Humphry. Entretanto, por associação, e em reconhecimento à vitória de Henry Rice, passou a se chamar “o Retrato Rice”.
Em 2007, o Retrato Rice foi a leilão em Nova York, na Christie’s, que, em seu catálogo, apoiava a atribuição e falava da sua “impecável” procedência: “o fato de ter sido considerado um retrato de Jane Austen pelos membros de sua própria família, que remete ao ano de sua morte, dá enorme credibilidade à identificação da pessoa como Jane Austen”.
No entanto, não conseguiu alcançar a reserva de $400,000-800,000, provavelmente por causa da controvérsia em torno da identidade do retrato, e a venda foi cancelada.
A National Portrait Gallery continua a ter reservas com relação à identificação. Jacob Simon, o curador chefe da NPG e diretor representante, disse: “poucas pinturas foram exploradas com tanto detalhe e, mesmo assim, não há consenso sobre a identidade da garota retratada. Continuamos a acreditar que os traços estilísticos do retrato e o colorista do carimbo que está no reverso da tela - que é a única peça incontestável da principal evidência associada ao retrato - sugerem uma data em torno de 1802-06, quando Jane Austen seria uma mulher com trinta e poucos anos e não a adolescente retratada aqui”.
No entanto, a opinião da NPG não é aceita por todos. A moldura, o revestimento e a parte de trás da tela são frequentemente escrutinadas com uma avançada iluminação digital em um laboratório em Paris, um exame que deverá revelar se há ou não evidência que aponte para a data e identidade do retrato. Tecnologia Lumiere é o laboratório que recentemente afirmou ter encontrado uma impressão digital de Leonardo da Vinci em uma pintura que se acreditava ter sua origem na Alemanha do século XIX.
Rice foi casado três vezes, historiador de Jane Austen, nasceu em 7 de setembro de 1928. Morreu em 14 de janeiro de 2010, aos 81 anos.
















